segunda-feira, 28 de março de 2011
Regeneração da Humanidade
Não olheis para o céu em busca dos sinais precursores, porquanto nenhum vereis, e os que vo-los anunciarem estarão a enganar-vos. Olhai em torno de vós, entre os homens: aí é que os descobrireis.
Não sentis que um como vento sopra sobre a Terra e agita todos os Espíritos? O mundo se acha na expectativa e como que presa de um vago pressentimento de que a tempestade se aproxima.
Não acrediteis, porém, no fim do mundo material. A Terra tem progredido, desde a sua transformação; tem ainda que progredir e não que ser destruída. A Humanidade, entretanto, chegou a um dos períodos de sua transformação e o mundo terreno vai elevar-se na hierarquia dos mundos. O que se prepara não é, pois, o fim do mundo material, mas o fim do mundo moral. É o velho mundo, o mundo dos preconceitos, do orgulho, do egoísmo e do fanatismo que se esboroa. Cada dia leva consigo alguns destroços. Tudo dele acabará com a geração que se vai e a geração nova erguerá o novo edifício, que as gerações seguintes consolidarão e completarão.
De mundo de expiação, a Terra se mudará um dia em mundo ditoso e habitá-lo será uma recompensa, em vez de ser uma punição. O reinado do bem sucederá ao reinado do mal."
Fonte: Obras Póstumas - Minha Primeira Iniciação no Espiritismo - Regeneração da Humanidade - Allan Kardec - Editora FEB, tradução Guillon Ribeiro.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Tarefas
As grandes almas, às vezes, renascem para desempenhar na Terra missões gloriosas.
Seus feitos encantam e servem de inspiração para todos.
Semeiam a paz e amparam os desgraçados, em larga escala.
Contudo, por imperfeito que ainda se apresente, todo homem tem uma função pessoal e intransferível nas engrenagens do mundo.
Assim, não se afirme à margem da vida e nem se considere inútil.
Também evite alegar impedimento para desertar da atividade que a vida lhe reservou.
Antes de protestar sua pouca importância, repare nas lições que vertem, silenciosas, do livro da natureza.
Imagine se os vermes parassem de trabalhar, por se reconhecerem insignificantes.
O solo ficaria ressecado e perderia a fecundidade, tornando-se incapaz de solucionar os problemas humanos.
Cogite se as sementes invejassem a posição das árvores maduras e generosas que lhes presidem a espécie.
Caso elas desistissem de seu esforço obscuro na germinação e no crescimento, em pouco tempo a esterilidade anularia os recursos da terra.
Suponha que as papoulas deixassem de produzir em atitude de revolta contra aqueles que lhes deturpam a essência nos mercados do ópio.
Deixaria de haver alívio para as dores de incontáveis enfermos desesperados.
Pense se as fontes singelas fugissem de sustentar os grandes rios e as formidáveis represas, a pretexto de serem humildes em excesso.
Haveria prejuízo geral, com falta de preciosa energia com que a humanidade conta.
Com a mente nessas lúdicas imagens, reflita seriamente sobre a sua posição no mundo.
Honre o posto de ação em que foi localizado, por singelo que ele lhe pareça.
Diante da Lei Divina, não há ocupação útil aviltante.
As mãos que assinam decretos não vivem sem aquelas outras que preparam a mesa.
Os braços que conduzem arados são apoios dos que movem máquinas poderosas.
O suor na indústria verte para sustento e conforto de todos.
O asseio na rua é proteção à comunidade.
Por gloriosa que pareça a posição de determinado homem, ele necessita do apoio de incontáveis outros, mais humildes.
O bem é sempre resultado do esforço geral.
O relevante é saber se tornar útil, com os recursos que se possui.
Não compensa invejar as facilidades alheias e com isso tombar na ociosidade.
Por pequenos que pareçam seus talentos, movimente-os no bem.
Se suas tarefas se afiguram singelas, honre-as ainda assim.
Não se ocupe em colecionar rótulos passageiros, sem utilização proveitosa e digna.
Também não se atrapalhe ao assumir muitos compromissos ao mesmo tempo.
Importa, acima de tudo, fazer bem o que se deve fazer.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.
LXXVIII do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 24.03.2010.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Palestra e noite de autógrafos com André Trigueiro em Curitiba
ServiçoPalestra e Noite de autógrafos com André Trigueiro
Dia: 27 de Fevereiro de 2010
Hora: 20:00h
Local: Teatro da FEP - R. Alameda Cabral, 300 - Centro
Informações: 3223-6174
| André Trigueiro revitaliza o tema Ecologia no movimento espírita
O que o Espiritismo tem a ver com a Ecologia? O que a Ecologia tem a ver com o Espiritismo? Estas duas perguntas estão no âmago do livro “Espiritismo e Ecologia”, do jornalista André Trigueiro, editado pela Federação Espírita Brasileira. A obra, acima de qualquer outra análise, harmoniza as duas ciências e a responsabilidade de cada um de nós como Seres Integrais, Espíritos Imortais, responsáveis pelo Planeta em que vivemos, também parte de nossa trajetória de progresso. “Espiritismo e Ecologia são ciências afins, sinérgicas, e que sugerem abordagens sistêmicas da realidade, as quais ainda não foram devidamente compreendidas ou aceitas.”, avisa logo no início da obra o autor, um dos mais respeitáveis pesquisadores no Brasil do tema meio ambiente, autor também de outra obra referência da área: “Meio ambiente no século 21” (Editora Sextante, 2003). Para fundamentar este conceito, Trigueiro não economiza na análise pormenorizada de aspectos doutrinários, dos quais demonstra vasto conhecimento como estudioso espírita há mais de duas décadas. Esta apreciação do autor perpassa, de forma competente, pela derrubada de certos chavões que ouvimos nas casas espíritas, que o autor classifica amorosamente como “frases de efeito”, que tentam justificar a não adoção de forma mais corriqueira do tema Ecologia em palestras e grupos de estudo. Termos como “O acaso não existe”, “A verdadeira vida é a vida espiritual”, “Eu estou aqui de passagem” são desmontados pelo autor, como um relojoeiro que examina com uma lupa engrenagens que necessitam de depuração para funcionar melhor. “Se deixamos um legado material e espiritual no Planeta – onde poderemos eventualmente reencarnar –, é evidente que, mesmo de passagem, devemos nos preocupar com nossos rastros. Pela lei de causa e efeito, o eventual desperdício ou uso irresponsável dos recursos naturais terá implicações em nosso processo evolutivo”, diz o autor. Nessa trilha de esclarecimento e honestidade intelectual em relação ao tema Ecologia, André Trigueiro leva na bagagem a mesma fé inabalável adotada pelo Codificador da Doutrina, Allan Kardec, que enalteceu o contraditório da ciência acima de qualquer conceito doutrinário, com o objetivo, segundo o autor, de (...) atualização do conhecimento e a devida contextualização dos conteúdos doutrinários, a fim de que o Espiritismo se apresente sempre útil para a compreensão da realidade que nos cerca. O conhecimento destas duas áreas cada vez mais em destaque no dia atual – a espiritual e a ecológica – dá ao livro de André Trigueiro o status de divisor de águas. De um lado, reafirma, dentro das casas espíritas, com o selo da FEB, a importância de olharmos ao nosso redor para os problemas da atualidade, e em que aspecto o Espiritismo pode colaborar com a sociedade. De outro a lado, faz ressurgir o tipo de intelectual do naipe de Herculano Pires, Hermínio Miranda, Deolindo Amorim, entre outros, que não temem assumir, na sociedade global, sua condição de pensador Espírita, não em seu aspecto devoto, mas com as características necessárias de um saber robusto, com coragem de reafirmar a doutrina como ciência. E com esses atributos, Trigueiro não se furta em comparar Allan Kardec com outro contemporâneo do mestre francês, Ernst Heinrich Haekel, respeitado naturalista criador do tema Ecologia (oecologie), que significa, literalmente, estudo da casa. “A preocupação de utilizar o método científico como base de sustentação para suas teses e princípios unia Kardec e Haeckel. Pode-se dizer, portanto, que tanto um como outro pensou e agiu como cientista”, afirma o autor. Gaia, padres rabinos e ialorixás O livro não economiza em referências e pesquisas bibliográficas. Espíritas e não espíritas criam um elo de pensamento único e pujante. Além de Allan Kardec e toda a Codificação, Chico Xavier, Divaldo Franco, Hernani Santana, Jorge Andréa, Wladymyr Sanches, e os desencarnados Emmanuel, Áureo e Joana de Ângelis convivem harmonicamente com nomes de pesquisadores da ciência ecológica, como Jareed Diamond, John Elkington, Fabio Feldmann, James Lovelock. O resultado é surpreendente pela abrangência e conexão entre as duas áreas. Desta forma, o leitor descobre o que existe em comum entre poluição e psicosfera, Gaia e espíritos da natureza; ou como a Terra está dentro de cada um de nós; ou, ainda, como o consumismo atual foi alertado por lições do Livro dos Espíritos sobre a capacidade de sustento da Terra; ou mesmo a necessidade de respeito aos animais, “nossos irmãos em evolução”, nas palavras de Trigueiro. Aliás, a Lei da Destruição, contida nas Leis Morais da Doutrina Espírita, merece um capítulo à parte. Nele, o autor ilumina de forma competente ensinamentos que podem ser confundidos, aos menos avisados, com passividade em relação a degradação do Planeta: Importa reconhecer o gênero de destruição sobre o qual estamos falando. Um, de origem natural, conspira a favor da manutenção da vida; o outro, de origem antrópica, determina impactos negativos sobre os ciclos da natureza, precipitando cenários de desconforto ambiental crescente. Outro caráter que confere universalidade ao livro “Espiritismo e Ecologia” é sua abrangência ecumênica, valorizando o que fazem e dizem em relação à Ecologia outras correntes religiosas e filosóficas, naquilo que André Trigueiro conceitua como a “Espiritualidade como Valor Universal”. Assim, surgem com destaque, entre outros, o registro de como a Igreja Católica incorpora a consciência ambiental na sua anual Campanha da Fraternidade; ou as reflexões sobre sustentabilidade, de Leonardo Boff, segundo trigueiro “o mais espírita dos católicos”; ou mesmo conceitos do Dalai Lama e do rabino Nilton Bonder, sobre novas atitudes em relação ao Planeta. Uma citação de Gilberto Gil, trazida por Trigueiro ao livro, ilustra bem essa diversidade, ao demonstrar que a natureza, também para as religiões africanas, é algo sagrado, confirmando a necessidade deste diálogo espiritual ecológico e sustentável em que toda a Humanidade poderá usufruir os resultados: “ (...) em todas as suas práticas rituais e litúrgicas, essas religiões dependem do mundo natural, dependem dos animais e das plantas. Daí a frase, hoje famosa, dita por uma ialorixá da Bahia: ‘Sem folha, não há orixás’ ”. O livro traz, ainda, um pequeno dicionário ambiental e reflexões de como tornar uma casa espírita sustentável em seu cotidiano. Ao terminar de ler “Espiritismo e Ecologia”, de André Trigueiro, temos a convicção de que a obra atinge vários objetivos. Um deles, levar os conceitos espíritas para fora das hostes doutrinárias, conversando com um público espiritualista que busca consciência ambiental. Por outro lado, alerta os espíritas de todo o Brasil, dirigentes de sociedades, de que é possível incrementar mais a agenda de sustentabilidade dentro do movimento, em palestras, cursos, seminários, campanhas e atitudes, reafirmando o que Allan Kardec traz em diversas partes de sua a obra: o Espiritismo estará em todas as áreas da sociedade, apontando caminhos para superação de seus desafios e encruzilhadas e colaborando para o progresso dos mundos. Manoel Fernandes Neto, 47 anos, jornalista, expositor e pesquisador espírita, editor da revista www.novae.inf.br e do portal www.se-novaera.org.br. Blog de André Trigueiro: www.mundosustentavel.com.br Fonte: Sociedade Espírita Nova Era www.se-novaera.org.br |