terça-feira, 24 de junho de 2008

Problemas em hospitais provoca superlotação no Evangélico

Cajuru e Trabalhador estão com os tomógrafos com defeito, e tiveram que redirecionar seus pacientes


Curitiba - PR - 23/06/08

Flávia Gradowski Sampaio - Bem Paraná

Os três hospitais de Curitiba que recebem atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passaram o final de semana com dificuldades. Os hospitais do Trabalhador e o Cajuru tiveram problemas com equipamentos e precisaram transferir pacientes para outros hospitais para a realização de exames. Por suprir a demanda dos demais, o Evangélico acabou superlotado.

No sábado, o Hospital do Trabalhador apresentou problemas com o tomógrafo, e os pacientes que necessitavam do exame foram encaminhados a outros hospitais, entre eles o Evangélico. Os demais serviços do hospital foram realizados normalmente, porém ainda não há perspectiva da reparação do equipamento. Até lá, o Evangélico ficará no suporte.

O Hospital Cajuru igualmente teve problemas com a máquina de tomografia e passou a encaminhar os pacientes que precisavam do exame para a Santa Casa de Curitiba. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi disponibilizada para a realização do transporte. Ainda assim, alguns pacientes acabaram remanejados ao Evangélico.

Por conta disso, o Hospital Evangélico trabalhou com capacidade máxima. Só no domingo, o pronto socorro prestou 196 atendimentos, dos quais 19 vieram pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e nove pelo Samu, além de casos trazidos diretamente por viaturas da polícia. Quase todas as situações emergenciais foram encaminhadas ao hospital, que teve filas de espera de mais de cinco horas.

Segundo a assessoria de imprensa do Evangélico, o final de semana em si já gera maior número de pacientes em trauma e, com a chegada do inverno, pacientes com doenças respiratórias são muito comuns também, fazendo com que o número de pessoas aguardando atendimento no Pronto Socorro aumente significativamente. Os leitos do hospital estão todos ocupados, assim como os consultórios onde, teoricamente, estariam sendo realizadas as consultas, e não há previsão de haver um esvaziamento de leitos.

Os pacientes que chegam ao Evangélico são atendidos de acordo com a gravidade do problema. A prioridade é para os que correm risco de morte, mas até esses podem entrar na fila. Pessoas que apresentam problemas mais leves, como os incômodos respiratórios, estão tendo que esperar, e o mais aconselhável é que procurem os postos de saúde.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, por meio de sua assessoria, o processo para a compra da peça do tomógrafo do Hospital do Trabalhador com defeito já foi iniciado, em caráter de emergência.
Recorrente — No mês passado, o Hospital Cajuru passou por problemas de superlotação. Pacientes que precisavam do atendimento de emergência e procuraram pelo pronto socorro do hospital tiveram que enfrentar fila. Uma alta demanda por acidentes de trânsito deixou o hospital cheio, que chegou a acomodar 44 pacientes no local onde a capacidade é para apenas 20. Os casos passaram a ser desviados para os hospitais Evangélico e do Trabalhador, que também acabaram superlotados.

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Estive internado no Hospital Cajuru há duas semanas e posso atestar a infeliz veracidade desta notícia. Durante as 6 horas em que fiquei esperando atendimento médico, tentando encontrar uma posição na maca para que meu ombro deslocado ficasse melhor, pude contabilizar, ao menos, 12 pessoas acidentadas conduzindo motocicleta. Vi muitos pacientes do outro lado da Sala de Observação Pré-Operatório, com quem não pude conversar, mas pude notar que o trânsito de Curitiba cresceu demasiadamente nesses últimos anos.

Não é coerente o homem utilizar um meio de transporte que consome combustível não-renovável, que deteriora a malha viária, que protege, em alguns casos, apenas o próprio condutor.

Mesmo sendo mais uma das "vítimas" da violência urbana , ainda vou continuar defendendo o transporte e a mobilidade sustentáveis nas cidades grandes. Ande de bicicleta! É saudável, não polúi o meio em que vivemos, não consome nenhum combustível e sua manutenção é incrivelmente menos cara que de um carro ou moto.

Paz, força e alegria!

André Garcia

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